Não me consigo habituar à imagem do nosso adro com as oliveiras e o S. Tiago anão! As outras árvores já lá estavam quando o meu padrinho, o Tio Manel do Couto, me levou à igreja para o padre Marques me baptisar e sinto a falta delas cada vez que passo ali na estrada em frente!
Da última vez que por aqui passei (pelo blog) achei estranho tantas visitas (sem comentários) de um blog com muito fraca actividade, há muito tempo. Hoje voltei a clicar nas estatísticas para ver os últimos números e voltei a arregalar os olhos de espanto! Ora vejam as imagens abaixo:
Centenas de visitas, com o Brasil e os Estados Unidos como origem!
O Brasil eu ainda entendo, pois há muitos filhos de emigrantes portugueses que ainda lá vivem e sentem curiosidade sobre as suas raízes que, muitas vezes não sabem quem são, mas se guiam pelos apelidos que têm nos documentos de identidade. Por alturas da II Grande Guerra muita gente emigrou para o Brasil para fugir da miséria "salazarenta", entre eles alguns de Macieira.
A minha avó materna usava o apelido Sousa, este vindo de Balazar pelo casamento de um dos filhos do Sr. Jerónimo Ferreira, meu avoengo. Hoje, em Macieira, são os filhos do Manel do Velho (alcunha herdada da mãe, a Maria do Velho), conhecido taxista dos velhos tempos - foi ele que me levou a Barcelos, em 1955, para fazer o exame da 4ª Classe - que usam o apelido de Sousa, herdado do seu pai, o Tio David do Jerónimo. Há também os Sousas de Penedo (Pitoilos) que não sei se descendem do mesmo ramo ou de outro diferente.
Mas, voltando aos emigrantes do Brasil, um irmão dessa minha avó, assim como um sobrinho, nascido na Lagoa Negra, também foram para o Brasil e sei que vivem lá netos (e quase de certeza bisnetos) desses meus dois parentes próximos. Quem sabe se são esses Sousas que passam por aqui e lêem aquilo que costumo escrever sobre o nosso avô Jerónimo, o seu filho José e o seu neto Joaquim que deram origem à maior família de Macieira, nascida e criada no lugar do Outeiro.
A mina avó Maria de Sousa só teve uma filha (a minha mãe), mas esta teve 12 filhos, 30 netos, outros tantos bisnetos e já conta com meia dúzia de tetranetos! O emigrante que foi para o Brasil, marido da Tia Amélia do Jerónimo, deixou cá uma quantidade de filhos, sendo que o mais novo trabalhou, morou e faleceu aqui na Póvoa, onde deixou a viúva e 3 filhos que gozam de boa saúde.
O Manel do Velho e os seus primos todos formam uma grande família e, pelo lado do pai ou da mãe, vêm da mesma raíz, o Joaquim Álvares de Sousa, avô da minha avózinha Maria da Eusébia (alcunha que herdou da sua mãe, Eusébia de Sousa).
Que vivam os «SOUSA», honra e glória ao nosso avô Jerónimo, o patrono desta grande família!!!





























