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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

O Sr. Ferreira!

 Há dias, quando passei pela Fonte do Outeiro, olhei lá para o alto, onde se situa a casa dos Ferreiras, e fiquei a magicar se seria aquela a casa do avô Jerónimo Ferreira. O actual dono da casa chama-se Manuel Ferreira, tal e qual como se chamava o pai do avô Jerónimo, quando veio de Gueral casar com uma filha da casa dos Araújos.


Um dia vou ter que investigar essa possibilidade, pois assim poderia estabelecer o lugar do ninho onde nasceu a minha família ancestral. Se alguém passar por aqui e saiba o nome do pai ou avô do actual proprietário, peço que mo deixe aqui num breve comentário, para me servir de ponto de partida.

É bom saber de onde viemos. Jerónimo, depois José e Joaquim até chegar à minha bisavó Eusébia, cujo nome ainda hoje é recordado, em Macieira. E que é também o último membro da minha família a ser sepultado no cemitério da Agra. Depois disso, a família emigrou e a sua única filha e neta (também única) viriam a ser sepultadas no cemitério de Touguinha, fregesia do concelho de Vila do Conde.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Os «Ferreira»!

 Há quem garanta que o apelido Ferreira vem de uma mulher - no tempo em que os apelidos provinham mais das mães que dos pais - que era ferreira de profissão, ou então casada com um ferreiro. Os párocos da freguesias da Diocese de Braga eram grandes inventores de apelidos. A mulher ou filhas de um Leitão passavam a ser Leitoas e não me custa acreditar que a mulher do ferreiro passou a agregar ao seu nome de baptismo o apelido de Ferreira. E está tudo dito!

Tanto quanto consegui recuar no tempo, o apelido de Ferreira entrou em Macieira vindo de Negreiros. No meu caso particular, o Ferreira foi para Gueral, família da Ribeira, e daí veio para o lugar do Outeiro, pelo casamento com uma rapariga da família Araújo.

No século VII, quando começaram a ser feitos os registos de baptismo, Havia Ferreiras no lugar do Paço, no Luvar e também no Formigal. O Domingos Ferreira, do Luvar, já era filho de macieirensses, dos outros nada sei.

Nos primeiros anos do Século VIII, já tinham também entrado nos lugares de Travassos, Outeiro, Rio, Retorta e Talho. Aí apareceu, pela primeira vez, o nome de Manuel Ferreira, casado com a Rozália de Araújo que foi pai do famoso Jerónimo que ainda hoje é mencionado em Macieira.

Uns anos mais, ainda no Século VIII, e já o apelido tinha tomado conta do lugar da Igreja, ou Assento, pois o casal Manuel e Maria Antónia aparece nos dois lugares. Podem ter mudado de residência, ou tratar-se de um lapso do pároco, pois os dois lugares eram contíguos. Quem desce pela rua onde se situava a igreja velha, o lugar da igreja agrupava as casas que ficavam a norte da igreja, e as do lado sul ficavam no lugar do Assento (antes dito Padrão).

E os Ferreiras sempre a crescer e a espalhar-se por toda a freguesia!!!

sexta-feira, 1 de março de 2024

Entrar, ler e comentar!

Eu sei e aceito que o Facebook é muito mais famoso e aceite pela juventude que o Blogger. Abrir uma conta no Blogger e fazer publicações exige que se saiba escrever sem erros e com alguma imaginação. Claro que é muito mais fácil publicar umas fotos e escrever apenas, "as minhas férias em Benidorm".

Pois eu sou da velha guarda, comecei a minha vida como utilizador do Blogger, antes de o Facebook se ter tornado a rede social da moda. Já fiz milhares de publicações, algumas com texto de 4 ou 5 páginas e tive milhares de comentários nos vários blogs que continuo a alimentar todos os dias. Para mim, parar de escrever é o mesmo que morrer.

A grande excepção a esta minha visibilidade mediática são os dois blogs que criei para os meus conterrâneos de Macieira, nomeadamente, Povo da Minha Terra e Combatentes de Macieira, onde poucos entram e nenhum comente!

Hoje venho aqui colocar uma questão que precisaria de uma resposta, vinda das pessoas mais velhas da freguesia. Eu sei que essas pessoas não navegam na internet nem fazem a menor ideia do que isso seja, mas têm filhos e netos que podem fazer~lhes a pergunta e trazer-me, aqui, a resposta. Em tempos, no Outeiro, morou um senhor de nome Jerónimo Ferreira que era casado com uma moça da família Araújo, digamos, do Velho. Eu lembro-me de uma casa, perto da casa do Salvador, que dizíamos ser da Tia Albina Ferreira. E sei que a casa que fica por cima da Fonte do Outeiro, é do Sr. Manuel Ferreira.

Uma dessas duas casas deve ser a antiga morada do Sr. Jerónimo Ferreira. E a pergunta é: - Qual delas?

sábado, 14 de outubro de 2017

Os primeiros Ferreiras!

Foi no registo do baptismo de Margarida, filha de João Ferreira e Illena da Cruz, em 26 de Março de 1681, que aparece o apelido de Ferreira pela primeira vez. Como não aparece, em Macieira, o registo do casamento deste casal, é impossível saber de onde é originário o apelido Ferreira.


O casamento de Domingos Ferreira, filho de Manoel Fernandez e Francisca Lopes, em 25 de Fevereiro de 1685, fez aparecer de novo esse apelido na nossa freguesia. Visto nem o pai nem a mãe usarem este apelido, não sei onde o Domingos foi buscá-lo. A menos que a sua mãe Francisca Lopes fosse a mulher do ferreiro da nossa freguesia. Isso, porque pode ser essa a explicação para o aparecimento do nome Ferreira.


Nos velhos tempos só os homens usavam apelido, as mulheres tinham apenas nome próprio e só um, não dois como agora. Não sei como funcionava nos outros países, mas em Portugal eram os párocos das freguesias que criavam os nomes das pessoas, seguindo velhos costumes, atendendo à vontade dos pais, ou inventando algo que lhe parecesse ajustado. A maioria das mulheres chamavam-se Maria ou Anna e isso criava uma grande dificuldade ao registar as crianças, pois repetia-se muitas vezes o nome do pai e metade das vezes a mãe era Maria, o que deixava poucas alternativas ao abade que já não tinha por onde escolher para evitar a confusão.
Um dia o ferreiro da aldeia apresentou-se para baptizar o filho e o padre perguntou-lhe qual o nome da mãe da criança. Maria, respondeu o ferreiro. Maria tinha sido também o nome da mãe de boa parte das crianças que tinha baptizado nos últimos tempos e assim, para criar alguma diferenciação, registou a criança como filha de fulano de tal e de Maria Ferreira (mulher do ferreiro). Foi ela a mãe e avó de todos os Ferreiras que há pelo mundo.