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sábado, 19 de abril de 2025

Ferreira do Outeiro!

 

Travessa da Casa do Ferreira, sabem onde fica? E porque teria sido dado esse nome àquela travessa? Eu não sei, mas tenho uma teoria. Nesse terreno cheio de árvores, no centro da imagem, há uma casa antiga com capela, o que significa que foi lar de gente com pergaminhos. Quando eu era criança e andava por ali, era conhecida pela Quinta do Passeia e lá moravam apenas duas velhas solteironas.

Como a minha bisavó Eusébia, bisneta do Sr. Jerónimo Ferreira, do lugar do Outeiro, se refugiou ali, quando se viu grávida e sem marido, para ter o seu filho, eu acredito que quem ali morava pertencia a essa mesma família, a do Jerónimo. Para reforçar a minha teoria quem era o feitor dessa quinta, nesse tempo a que me refiro, meados do Século XX, era o Daniel Alves de Sousa, ele também descendente directo do Sr. Jerónimo Ferreira.

Talvez, se eu fosse perguntar à Junta de Freguesia de Pedra Furada a origem do topónimo, eles me soubessem responder. Ou talvez não e se limitassem a dizer que nessa casa viveu, em tempos, um Ferreira que era rico, construiu aquela capela, hoje abandonada, e assim ficou na história da freguesia. Mas não, isso seria uma informação incompleta e eu prefiro ficar com a minha teoria!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Histórias antigas!

 A família do Sr. Jerónimo Ferreira foi marcante, em Macieira, no lugar do Outeiro. Imagino, ainda que sem nada que suporte a minha imaginação que a casa que ocuparam é aquela que fica na descida, ao lado direito, para quem desce da Casa do Salvador para a Fonte do Outeiro.

Jerónimo era filho de Manuel Ferreira, de Gueral, que veio a casar com uma macieirense e ficou a residir na casa de seus sogros (a mesma que atrás referi). Diria que as únicas pessoas que viveram no tempo da minha infância e tratados como descendentes deste famoso Jerónimo eram o David e a Rosa do Jerónimo e que usavam também alcunha de «Do Velho», embora houvesse muitos mais. Com o apelido dos descendentes mudado para Sousa, pelo casamento com uma senhora de Balazar que de lá trouxe o apelido, a grande maioria dos Ferreiras e Sousas de Macieira (e arredores) são descendentes deste Sr. Jerónimo que devia ter uma estátua erguida na Fonte do Outeiro.

A Tia Amélia do Jerónimo, assim chamada por se ter casado com um bisneto ou trineto do mesmo Jerónimo (que por acaso foi para o Brasil, depois do nascimento do seu filho mais novo, o Armando, e nunca mais deu sinal de vida) teve vários filhos, além do Armando, um deles frade Capuchinho e também uma filha freira. O mais velho de todos (se não me engano) era o Daniel, único que foi lavrador na família.

Quinta do Passeia

Ali pelos meus 10 a 12 anos de idade, o Daniel era o feitor da Quinta do Passeia, no lugar de Real, da freguesia de Pedra Furada (ver imagem acima). O facto de ele ser da família do Jerónimo e ter herdado aquele cargo, leva-me a crer que a propriedade terá pertencido à família. Fui lá algumas vezes com o Armando, visitar o irmão e recolher alguns bens que ele enviava para a sua mãe que vivia com grandes dificuldades. Quem lá morava, nessa altura, eram duas velhotas que se diziam tias do Daniel. Talvez descendência do Manuel Ferreira que deu início a esta conversa. Ele era de Gueral e o lugar de Real, embora pertença a Pedra Furada fica, praticamente dentro da freguesia de Gueral. Tudo pistas que apontam no mesmo sentido.

A Quinta tinha uma capela que ainda hoje existe, embora arruinada e completamente abandonada. A ideia desta publicação é perguntar se alguém conhece os actuais proprietários. Gostaria de saber quem são e chegar à fala com eles.