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domingo, 16 de março de 2025

Os do Jerónimo!

 Eu era um rapazinho curioso, quando abri os olhos para o mundo - aos 7 anos de idade - e comecei a ouvir falar nos «Do Jerónimo». Eles moravam todos no Outeiro, lugar com a maior altitude na nossa freguesia, onde também eu tinha nascido. Muitos anos mais tarde, ressuscitando as memórias da minha infância, e sabendo que toda essa gente usava o apelido de Sousa, admiti que esse meu antepassado se chamaria Jerónimo de Sousa. E quando via e ouvia o líder do PCP arengar as suas teorias comunistas na TV, pensava eu, lá está o meu avô Jerónimo a dizer asneiras!

Depois de meter as mãos à obra e dar vida à minha árvore genealógica, é que vim a descobrir que a mais famosa figura do lugar do Outeiro, neto de Gueral (os Ferreiras) e bisneto de Negreiros (os Álvares) se chamava, afinal, Jerónimo Ferreira. E que eu só não nasci Ferreira, porque o seu filho José decidiu abdicar do seu apelido em favor da sua mulher que era de Balazar e se chamava Souza. E todos ficaram Sousas até à minha mãe, Rita, assim como a sua mãe Maria, a sua avó Eusébia e o seu bisavô Joaquim.

Pegando, de novo, no fio das minhas recordações, a tia Rosa do Jerónimo era a minha vizinha mais próxima e várias vezes mencionada nas «Minhas Memórias». O tio David do Jerónimo era seu irmão e a tia Amélia do Jerónimo sua cunhada, pois do Jerónimo era o seu marido António que se pirou para o Brasil e nunca mais deu as caras por Macieira. Todos eles, a Rosa, o David e o António eram bisnetos do Sr. Jerónimo Ferreira e tinham, por conseguinte justificação para usar a alcunha.

No tempo presente, está em vias de extinção essa designação, pois «Os do Velho» com cruzamentos com «Os do Jerónimo», pelo casamento, têm vindo a prevalecer na nossa freguesia. Talvez por culpa do Manel do Velho, famoso taxista e cantoneiro da freguesia - foi ele quem me levou a Barcelos, no seu "bombo" preto, para fazer o exame da 4ª Classe, por ser filho da Maria do Velho e do David do Jerónimo. Hoje, os seu filhos, netos e bisnetos são os mais conhecidos membros da «Dinastia dos Velhos» e do Jerónimo já ninguém se lembra de lhes chamar.

O nosso avô Joaquim, cujo assento de casamento deixo acima, foi o primeiro Souza da família, perdendo o seu apelido Ferreira (do pai) em favor do Souza (da mãe), tal como pode constatar quem ler o documento com atenção. Dele nasceram os Sousas (já escrito com S), irmãos da minha bisavó Eusébia, que deram origem aos muitos Sousas da nossa grande família.

O apelido Araújo foi quem deu origem aos Velhos, desconhecendo eu a partir de quem e de quando começou a ser usado. Os Velhos da minha geração eram o tio António, o tio Salvador, o tio José e a tia Maria, todos casados e a morar no Outeiro, assim como uma irmã que morava no Outeirinho casada com um Alves. A Maria, tendo-se casado com o tio David do Jerónimo, foi quem cozinhou toda esta "açorda" e deu a supremacia aos «Do Velho»!

Deixo aqui o assento de baptismo da Maria do Velho
para os mais curiosos lerem

sábado, 27 de abril de 2024

Os Araújos ou Velhos!



Possivelmente o nobre Dom Rodrigo Anes de Araújo, senhor do Castelo de Araújo, na Galiza, foi o primeiro a utilizar o apelido de Araújo; e seu bisneto Pedro Anes de Araújo se passou para o Reino de Portugal, em torno de 1375, tendo sido o primeiro Araújo a se fixar em Portugal.

O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, dedicou aos "Araújos", esta quintilha:

Através de Bitorinho
tem sepulcros já gastados
Araújos afamados
na terra que rega o Minho,
antigos, abalisados.

Manuel de Sousa da Silva escreveu a seguinte:

Lá de Lobios de Galliza
Vieram para Lindoso
Os de gremio valoroso
de Araújo por guiza
Que foi cá mui poderoso...
---------------------------------------------------------

Os textos acima foram copiados da Wikipédia, fonte muito acreditada de tudo aquilo que circula na net.

E fiz isso porque hoje decidi escrever mais algumas linhas sobre os Araújos que foram uma das famílias mais antigas do Lugar do Outeiro, das quais eu descendo também.

Quando eu vim a este mundo, existiam, em Macieira, vários irmãos que usavam o apelido de Araújo e a alcunha de "Velho". Eram filhos de Manoel António de Araújo e Margarida Ferreira do Padrão, tal como se pode ver na imagem abaixo, retirada dos meus apontamentos pessoais.

Onde eles foram buscar a alcunha de Velho não faço a menor ideia. Já pesquisei muito, já perguntei a vários dos seus descendentes, mas ninguém parece saber mais do que eu. Vamos, portanto, estabelecer que o primeiro Velho conhecido era o pai do Tio António do Velho, meu vizinho, e da Maria do Velho, casada que foi com o Tio David (dito do Jerónimo) de Sousa, de seu nome Manoel António de Araújo.

A maioria dos irmãos morava no Lugar do Outeiro, pelo que convivi, durante os 16 anos que vivi nessa freguesia, com eles e, em especial, com os seus filhos, muito de perto. Eu próprio entrei para a família Araújo, por ser o meu pentavô Jerónimo filho de uma senhora da família Araújo, do Outeiro, como se pode comprovar pela leitura do documento abaixo publicado.


E mais não digo, pois se esgotou aquilo que trazia na memória para aqui registar e ser lido por alguém que por aqui passe e se interesse por estas coisas do nosso passado.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

As primas afastadas!

Assento de casamento de
Joaquim Alvares de Sousa
o primeiro Sousa da família e nosso avô comum 

Encontrei duas primas, bastante afastadas, diga-se, mas que são o elo familiar que me liga a Macieira, nesta altura. A primeira é a Júlia Sousa, filha do Manel do Velho, figura bem conhecida na nossa freguesia, e minha prima por parte da avó que era descendentes dos Araújo, portanto, do Velho. Nós viemos todos daí, somos uma grande família. Fui a casa dela, há tempos, já nem recordo porquê.

A segunda prima que encontrei no Facebook é a Conceição Ferreira. Ferreira por parte do pai que é de Courel, mas veio a Macieira procurar noiva e encontrou-a na Casa do Velho. Assim, ela e a Júlia são primas mais próximas. Comigo são primas um tanto mais afastadas, pois teríamos que recuar até ao tempo da minha bisavó Eusébia de Sousa para encontrar o elo que nos une.

Mas, hoje, não há ninguém que passe cartão a essas minudências, matéria que dê para publicar no FB vale ouro, o resto é para esquecer. A gente nova esquece-se que se não souberem de onde de onde vieram, não terão nada para contar aos seus netos. E o Google sabe muita coisa, mas não sabe tudo. Tentem perguntar-lhe o seguinte: como se chamava o meu avô? nasceu onde e quando?

E talvez eu esteja muito enganado e dentro de uma geração o Google consiga debitar a tua ascendência até à décima geração, apenas fixando a pupila de um dos teus olhos. Pode ser, quem sabe!

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Um pouco de História!

 O meu antepassado mais remoto foi o Sr. Pedro de Araújo, cuja descendência podem consultar na imagem abaixo.

Admitindo que houve apenas um Pedro de Araújo, ele foi casado com Maria da Luz, de quem teve duas filhas, no lugar do Outeiro. Depois enviuvou e voltou a casar-se com Maria Alvares e ficou a morar no Picoto, onde nasceram mais três filhas e um filho, de nome Bento, que casou e criou família em Macieira.
Tendo dado o nome de Anna à primeira filha do seu segundo casamento, sou levado a crer que a primeira filha desse nome terá, entretanto, falecido. Com tempo procurarei consultar o Livro dos Defuntos e ver se encontro o registo destas duas mortes, mãe e filha.

Escolhi, hoje, falar sobre a origem do nome Araújo que é parte integrante da minha história de família. Ora vejam, aqui abaixo, o excerto que retirei da Wikipédia:

O progenitor do sobrenome de Araújo provavelmente é Dom Rodrigo Annes, que foi senhor do Castelo e das terras de Araújo localizadas ao sul do Reino da Galiza, na província de Ourense, esse castelo ficava na fronteira entre o Reino da Galiza e o norte de Portugal, alguns apontam o cavaleiro Vasco de Araujo, como o primeiro a utilizar de fato esse sobrenome.

Segundo diversos historiadores, Dom Rodrigo Annes de Araújo, era descendente de membros das famílias reais do Reino de França e do Reino da Borgonha através de um nobre cavaleiro francês chamado Iohannes Tirante, também conhecido como Jean Tiranothe, ou João Tirante em português, [2]este cavaleiro francês juntamente com grande número de cavaleiros da França e da Borgonha, participaram das batalhas da Reconquista na Península Ibérica, ajudando a expulsar os mouros e defender os reinos cristãos, terra reconquistada eram doadas para os cavaleiros que participavam das batalhas, bem como outros privilégios reais.

O Castelo de Araújo,  localizava-se na região de Ourense, no atual município de Lobios, próximo ao Minho, foi um antigo castelo militar medieval, que existiu na fronteira entre os antigos reinos da Galiza e de Portugal  Pesquisas arqueológicas modernas, apontam sua existência entre os séculos XII, quando provavelmente começou a ser erguido, e o século XV, quando foi subitamente destruído.

Segundo alguns escritores, os senhores do castelo de Araújo, seriam descendentes de nobres das antigas famílias reais dos reinos medievais da França, Borgonha, e da nobreza galega. Além do senhorio do Castelo e das terras de Araújo, estes nobres também foram senhores de outros castelos e terras, em Portugal.

As terras de Araújo, onde se situava o castelo da família, receberam o seu nome de uma planta que era muito comum naquela zona (vale do rio Lima) e de que vos mostro algumas imagens.

Araúja - Flor e fruto

Araúja - Árvore com flor

Árvore com fruto

No texto que retirei da Wikipédia lê-se que «foram senhores de outros castelos e terras, em Portugal», ou seja, está explicada a razão que trouxe o Pedro de Araújo, ou os seus antepassados, até ao Lugar do Outeiro, da nossa freguesia de Macieira. E se reproduziram, ao longo dos séculos, chegando até 1944, ano em que eu nasci.

Podem chamar-me Sr. Manuel de Araújo que eu não me importo!


terça-feira, 4 de maio de 2021

O Quim do Velho!

 Hoje, não tendo nada melhor para fazer, decidi dedicar uns minutos a escrever algo sobre os ascendentes do Joaquim Sousa, também conhecido por «Quim do Velho», ou seja, seu pai, Manel do Velho, seu avô David do Jerónimo e sua avó Maria do Velho. Muita confusão com as alcunhas, não é? Só para quem não está por dentro do assunto.

Comecemos pelo princípio. Esta história começa em Rio Covo, Santa Eugénia, quando o Joze Alves Ferreira de Sousa, neto do Tio Jerónimo Ferreira, do lugar do Outeiro, foi a essa distante freguesia pedir em casamento a sua namorada Rosa. O casamento realizou-se nessa freguesia, no ano de 1885, conforme registo que podem ver abaixo.



Tive que dividir o registo em 3 pedaços para se poder ler

Desse casamento nasceram vários filhos, entre eles o David que herdou o nome de Jerónimo do seu bisavô (que usou como alcunha) e ficou a ser conhecido por «David do Jerónimo». Até aqui está tudo claro, não é verdade? Depois o David viria a casar-se com a Maria do Velho, filha mais velha do casal formado por Manuel António de Araújo e Margarida Ferreira do Padrão (padrão era o nome do lugar onde moraram os seus antepassados, mas passou a fazer parte do nome, pela capacidade inventiva do pároco da freguesia).
E aí passou a haver, no lugar do Outeiro, uma mistura de Jerónimos com Velhos, coisa que me deu volta à cabeça, durante muitos anos, por não saber a origem dessas alcunhas. Que eu saiba, os filhos do Tio David nunca foram conhecidos por «Do Jerónimo», mas sim por «Do Velho» que era a alcunha da sua mãe Maria. Destes filhos, o mais conhecido foi, sem dúvida alguma, o Manel do Velho, por causa da profissão que escolheu, a de taxista. Era o único táxi nas redondezas e muitos macieirenses o utilizaram, eu inclusivé. Eu e vários colegas de escola fomos até Barcelos, em Junho de 1955, para fazer o exame da 4ª Classe.
Pois, para finalizar, o Quim do Velho, a que se refere o título desta publicação, é um dos filhos do famoso taxista de Macieira, um dos mais novos, suponho eu, mas mesmo assim não se livra da alcunha de «Velho» herdada da sua avó Maria.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Os do Jerónimo!

 Os do Araújo e os do Velho começaram a misturar-se, a partir de um certo tempo todos eram primos uns dos outros. Para complicar mais as coisas, no lugar do Outeiro, apareceram os do Jerónimo que passaram a fazer parte dos primos Araújos e Velhos. Alguns poderiam usar qualquer das alcunhas pois eram descendentes de todos eles.

Clicar na imagem para uma melhor leitura

A pedido de um macieirense (que, actualmente, não mora em Macieira) fui espiolhar um pouco mais esta história e trago-vos uma imagem que espero ajude a tirar dúvidas. Como esse macieirense é neto do «Tio David do Jerónimo» e da «Tia Maria do Velho», imaginem a mistura que isso deu!

O José Alves de Sousa era neto do Sr. Jerónimo Ferreira e o David seu bisneto. Não descobri o que aconteceu à Carolina e à Rita, irmãs do David, mas os outros irmão foram meus contemporâneos, a maioria morou no Outeiro, e conheci-os a todos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Como apareceu a alcunha dos «Velhos»!

 Thomé Gonçalves, filho de Domingos Pires, foi o grande precursor da família dos «VELHOS» de Macieira. Aos que vierem a ler isto, vou já avisando que isto é a minha teoria dos factos históricos e cada um tem o direito de apresentar (e defender) a sua.


Os priores das paróquias desse tempo tinham uma enorme dificuldade em garantir a fiabilidade dos registos que faziam, uma vez que os apelidos eram poucos e muitas vezes repetidos. Daí a necessidade de indicar o nome do lugar, onde residia a pessoa em questão, e até acrescentar algo que pudesse tirar dúvidas se elas existissem.


Neste assento de baptismo pode ver-se a indicação de (O Novo) aposto ao nome de Domingos Pires, morador na aldeia de Penedo. Na outra imagem que podem ver mais acima, aparece o nome de Domingos Pires, morador na aldeia da Igreja, sem qualquer outra indicação. Como eles são mais ou menos contemporâneos, o prior quis pormenorizar a identificação, chamando a um "O Novo", o que pressupõe que o outro é «O Velho».

Daí nasce a minha teoria de que o Domingos Pires, pai do Thome Gonçalves é o mais velho antepassado da Família dos Velhos de Macieira. Para saberem mais sobre este assunto, olhem para o esquema seguinte:


O último da lista é o «Tio António do Velho» que morava ao lado da casa do Tio António do Couto, no Outeiro, e que, salvo erro, tem ainda alguns filhos vivos. Como curiosidade, posso acrescentar que o apelido de Araújo veio de Grimancelos, pelo casamento de António Francisco com Maria de Araújo que era dali natural e lá se casou também.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel António !


E assim chegamos à última geração da Família do Velho, tomando em consideração aqueles que já partiram deste mundo, pois dos que são ainda vivos não se pode escrever a história.
Dos 7 filhos nascidos deste casamento, 5 casaram, viveram e morreram em Macieira. As datas respectivas podem ser vistas no esquema acima. Dos outros 2, Rita e Domingos, não encontrei qualquer rasto, nem casamento, nem óbito, nem coisa nenhuma. Por essa razão deixo aqui um pedido aos familiares vivos, para que deixem aqui um comentário elucidativo. Pelo menos para eu deixar de pensar que algum registo me pode ter passado despercebido.
E se alguém tiver alguma dúvida pode perguntar que eu respondo!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Velho - Geração João António !




Tal como nas publicações anteriores, as imagens mostram o Assento de Casamento do João António com a Maria Joaquina, os filhos que tiveram, de onde sobressai o Manuel que dará continuidade à família e as origens da Margarida com quem que casará.
Mais claro não poderia ser, não é verdade?

domingo, 8 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel António !




Mais uma geração de Velhos que nasceram novinhos em folha. Sem cabelo, sem dentes e, com certeza, chorões como todos os bebés. Mas cresceram, casaram e tiveram filhos, tal como Deus Nosso Senhor mandou, para povoar este mundo, em geral, e Macieira de Rates, em particular.
Na próxima geração teremos o João António de Araújo, o qual casará com a Maria Joaquina e dará continuidade a esta saga.

sábado, 7 de abril de 2018

Velho - Geração António Francisco !


O António Francisco Casou-se em Grimancelos e, infelizmente, não há registos dessa freguesia, desde o início do Século XVIII até meados do Século XIX, portanto não é possível apresentar aqui o assento de casamento e estabelecer as origens desta Maria de Araújo. Mas que há muitos Araújos em Grimancelos eu já sabia. Para o que nos interessa, ele era de Macieira e trouxe a mulher para viver com ele, no lugar do Outeiro.


E deste casamento nasceram 10 filhos, tendo sido o mais novo, Manoel António, que deu continuidade à família, casando com a Maria que aparece no esquema acima.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel Francisco !




Em 1744, o nosso Manuel Francisco, do Outeiro, foi ao Siqueiral (Lugar do Cerqueiral) desinquietar a filha de Domingos André e lá se casaram e deram continuação à família dos Velhos. O seu filho António será o continuador e titular da minha próxima publicação.
Como é possível ver na imagem do meio, a próxima mulher da família virá de Grimancelos e é filha de pai e mãe com o apelido Araújo. Adivinha-se que daqui em diante serão todos Araújos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Velho - Geração João Thomé !




Parece-me que as imagens acima dispensam qualquer explicação. Em 10 de Setembro de 1713, o João Thomé casou com Maria de Araújo e tiveram 6 filhos, dos quais será o Manuel a continuar esta história de família.
Na imagem do meio e do lado direito, pode ver-se a origem de Rozália Francisca que virá a ser mulher de Manuel.
Escrevi na minha publicação anterior que a família de Thomé Gonçalves era influente no Outeiro. Para provar a minha teoria vejam quem serviu de testemunha no casamento do seu filho João. De referir ainda que na mesma cerimónia casou também Anna Francisca, irmã do noivo, com António Martins, filho de Domingas de Araújo e irmão da noiva. Cunhados duas vezes e as fortunas do Outeiro a juntarem-se pela união familiar.

domingo, 1 de abril de 2018

Velho - Antepassados !

Como já tive oportunidade de mencionar, mais que uma vez, o Sr. Pedro de Araújo está na génese da minha família (Da Eusébia, de quem sou bisneto) assim como da Família do Velho. Para ajudar a perceber a história seguem, abaixo, dois assentos de casamento de duas filhas de Pedro de Araújo, das quais descendem estes dois ramos da família.



 A Anna casou com João Lopes e teve estes filhos todos que podem ver na lista acima e do seu filho António descende a «Família da Eusébia», a minha.



A Domingas casou com o Francisco Martins, de Gondifelos, e teve os filhos que constam da lista acima, de entre os quais foi a Maria quem deu origem à «Família do Velho». A imagem abaixo, retirada dos meus documentos em Excel, ilustra a evolução das primeiras gerações, tal como explicado acima.


Para boa visualização das imagens, deve clicar sobre elas de modo a ampliá-las.

sábado, 31 de março de 2018

Família do Velho - Ramo masculino !

Na minha publicação anterior mostrei-vos a primeira geração dos Araújos que deram origem ao ramo feminino desta família. Infelizmente, não consegui encontrar a sequência das gerações e fui obrigado a abandonar as pesquisas. Decidi então virar-me para o ramo masculino da família e tive mais sorte.


O documento mais antigo que consegui encontrar foi o assento de casamento de Thome Gonçalves com Maria Francisca. Nele se lê que o Thome era filho de Domingos Pires e sua mulher Izabel Gonçalves, já defuntos, da aldea da Igreja, e que Maria Francisca era filha de Domingos João e sua mulher Maria Francisca, da aldea do Outeiro.
Mais que isso não foi possível descobrir, uma vez que não há documentos anteriores a esta data. Ficamos a saber, portanto, que existiu no lugar do Outeiro, no início do Século XVII, uma família que deu origem ao ramo masculino da «Família do Velho». Mas isso só ficará provado quando chegarmos aos seus descendentes do Século XX que usaram e os seus descendentes usam ainda essa alcunha.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Família do Velho !


Quando eu nasci, ainda durante a II Grande Guerra, o lugar do Outeiro era quase todo ocupado pela «Família do Velho». Na altura, eu era pequeno demais para dar atenção a essas coisas, mas sabia que a família do Tio António e do Tio Salvador eram relacionadas. Ao ouvir chamar ao Tio David da mesma maneira, desconfiava que haveria alguma ligação, mas nunca soube tal.
Nos últimos dias, deu-me para andar à procura de pistas sobre a alcunha «Do Velho» e para isso fui pesquisar os antepassados do Tio António, vizinho da casa onde nasci. A minha primeira surpresa foi descobrir que os dois homens, mencionados acima, são afinal irmãos, nem mais nem menos. E mais ainda que a mulher do Tio David era irmã deles. Percebi então porque lhe chamavam David do Velho e ao seu filho Manuel - taxista de Macieira - Manel do Velho. E de surpresa em surpresa, descobri que a Tia Maria Leitoa era também parte da família, casada com o Tio Zé do Velho.
Ou seja, no lugar do Outeiro era quase tudo do Velho. O Tio Manel da Emília, Tio Joaquim do Matos, o Tio António do Couto e a Tia Albina Ferreira eram as excepções. Sem contar com a casa do Cantoneiro, onde não morava ninguém quando eu nasci. E, claro, a Quinta do Margarido que não sei se ainda pertence ao Outeiro, Aldeia ou Talho.
Ia-me esquecendo que ainda havia a casa da Tia Rosa e Tia Amélia do Jerónimo, mas eram tão insignificantes e já na saída do lugar que quase não contavam. E o centro do lugar era, de facto, marcado pela família do Salvador, da Maria e do Zé do Velho, no pico do Outeiro.
Quanto à origem da alcunha «Velho» é que não descobri nada!