domingo, 16 de junho de 2024

Passagem de testemunho!

 

20-09-1879

Na imagem acima pode ver-se o nome do pároco Severino de Oliveira Lima (falecido no dia 6 do mesmo mês), aposto pela última vez num documento da igreja, assim como o do Presbítero, Manuel Fernandes de Souza Campos que lhe viria a suceder no cargo de pároco de Macieira.

Muitos dos registos anteriores a este levavam ainda o nome do P.e Lima, embora ele estivesse já retirado das suas funções devido à doença prolongada que o acometeu, logo após o início das obras da igreja nova que estava a ser construida no lugar do Outeirinho.

Inauguração do cemitério da Agra!

 




 Neste livro e na página 86, aparece o assento de óbito que podem ver acima e que foi o primeiro inquilino do novo cemitério da Agra, o mesmo que hoje existe e já com o dobro do tamanho. Pensei em passar o assento a letra de forma, de modo que fosse mais fácil de ler, mas devido ao reduzido número de visitantes que tem este blog não se justifica o esforço e tempo perdido. Quem estiver, realmente, interessado no assunto conseguirá decifrar, tal com eu, o que ali está escrito.

Demorei algum tempo a localizar este registo, mas como eu sabia que ele existia insisti até ele me aparecer à frente dos olhos, o que aconteceu hoje, dia 16 do 6 de 2024.

A 21 de Janeiro de 1888, portanto uns bons anos antes da inauguração da igreja nova, deixou de ser utilizado o cemitério provisório que funcionou durante alguns anos, após ter cessado o costume de enterrar os mortos dentro da igreja. Lembro que em Setembro de 1879 faleceu o Padre Severino de Oliveira Lima, pároco de Macieira, que foi ainda sepultado dentro da igreja. Foi ele que, uns anos antes, tinha lançado a obra da igreja nova, mas não chegou a vê-la em pé.

Há quem diga, mas isso não consegui confirmar, que este Sr, Manuel Gomes Pereira, morador no lugar do Lubar, era o dono do campo da Agra que lhe foi expropriado para construção do cemitério. Ele quis ser o primeiro habitante do terreno que era seu por direito e a freguesia lhe tirou para enterrar os seus mortos.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

 Como não dediquei grande atenção aos assentos de óbito, deixo aqui 3 casos que me chamaram a atenção, enquanto procurava por outras informações.


Em primeiro lugar a data da morte da minha trisavó materna
casada que foi com Joaquim Álvares de Souza

Em segundo lugar o registo da morte de uma das filhas
da Tia Rosa Velha e José Alves de Souza

E, por último, o registo de óbito Nº 1 do Século XX

O «Dono da obra»!

 


Já que no post anterior se falava desta personagem e da sua saúde, ou falta dela, deixo aqui a notícia do seu falecimento!

A igreja nova!

Situada no lugar do Outeirinho, em sítio destacado, foi construída nos finais do séc. XIX. A igreja velha, que ficava situada a sudoeste da atual, encontrava-se em ruínas e era pequena para as necessidades do culto.

Para a construção desta nova igreja, foi utlizada parte da pedra da antiga igreja. Também a antiga pia batismal e outros acessórios passaram para a nova igreja paroquial.

Segundo Rios Novais (“Notas Ligeiras a Propósito da Visita Pastoral a Macieira”, 1944) foram grandes entusiastas da nova igreja, o pároco, Pe. Severino Oliveira Lima, que presidiu à comissão de obras, mas que, por falta de saúde, foi substituído por João Francisco da Silva Novais, um dos paroquianos que integravam a respetiva comissão, constituída ainda pela Junta, composta por José Francisco do Padrão e José António de Araújo e o regedor, Manuel Pereira Gomes Palmeira.

A obra de pedreiro começou em 1876 e terminou em 1877 e a de carpinteiro iniciou-se em 1878, despendendo-se nestas obras o valor global de 5.250$000 reis.

Segundo Manuel Ferreira de Araújo (“S. Adrião de Macieira/Barcelos”, 2008), e, de acordo com a ata da Junta da Paróquia, de 6 de fevereiro de 1878, houve necessidade de contrair um empréstimo de 4 contos e 200.000 reis, pago com 450.000 mil reis anuais, como amortização e juros não excedentes a sete por cento, e por meio de derrama.

A igreja paroquial possui uma torre com sinos que vieram da igreja velha. Nos finais do séc. XIX, houve necessidade de encurtar o badalo do sino da torre por causa dos dementes e bêbados andarem a tocar o sino, segundo Manuel Ferreira de Araújo, de acordo com a ata da Junta de Paróquia, de 6 de fevereiro de 1898.

A torre da igreja possui ainda um relógio que foi oferecido por Ana Vieira de Freitas e seus filos, casada com Joaquim Martins de Freitas, residentes no Brasil. Foi inaugurado em 1 de janeiro de 1909, conforme atesta a inscrição esculpida em mármore. De um lado: “Este relógio foi oferecido ao povo de Macieira de Rates pela Ex. mª Snr.ª D. Anna Vieira de Freitas e seus filhos naturais da cidade do Rio de Janeiro (Brazil)”. Do outro lado: “Esposa e filhos do Snr. Joaquim Martins de Freitas natoral desta villa inaugvrado no 1 de janeiro de 1909”

Do lado esquerdo da capela-mor, está a sacristia, por cima da qual há uma sala, com comunicação para o exterior e onde funcionou uma escola.

Havia uma outra igreja, mais antiga, construída no chamado “Monte do Adro”, que teria servido de igreja paroquial de Macieira e Chorente, segundo Rios Novais. Situava-se numa bouça, junto a um campo, pertencente aos herdeiros de Amaro Martins da Silva (quem vai da antiga azenha do Sá para o Monte do Adro, passando a Ponte da Lamela, à direita do referido campo), conforme especifica Manuel Ferreira de Araújo.

Diz-se que esta Igreja do Monte de Adro servia quatro freguesias: Chorente, Courel, Gueral e Macieira, num total de 151 moradores, segundo os censos de 1527, citados por Tetónio da Fonseca.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Família do Junqueiro!

 

A «Casa do Junqueiro», no Outeirinho, foi construída sobre as ruínas da velha igreja de Macieira que foi abandonada e demolida no último quartel do Século XIX (1873, se não estou em erro). José Gomes Alves, vindo de Gilmonde, foi quem meteu mãos à obra, demolindo o resto das paredes que tinham ficado de pé e usando essas pedras para fazer os alicerces da casa nova.

Como se pode ver no registo acima, a noiva era de Macieira e era ainda menor de idade, quando se casou, nem 15 anos tinha completado ainda! O Pároco, como era da praxe, menciona isso no Assento de Casamento para que não fiquem dúvidas da legalidade do acto. Casamento 2 dias antes do Natal de 1896 e antes de fazer um ano nasceu a sua filha mais velha, de seu nome Ana.

No meu tempo, meados do século XX, já era dono da casa o seu filho Manuel, único filho varão da família Junqueiro, pois todos os outros filhos deste senhor que veio de Gilmonde para Macieira eram mulheres, uma delas, a Clementina, minha madrinha de baptismo.

Pelo que me contou a minha madrinha, ela já era moça criada, quando o pai começou as obras da casa que referi acima. Disse-me ela e eu não tenho razão para duvidar que ao abrirem os alicerces, em cada cavadela encontravam um osso humano. É muito natural, disse-lhe eu, pois era costume enterrar os defuntos dentro da igreja e apenas alguns (poucos) foram enterrados num cemitério provisório que foi aberto num campo que ficava a sul da igreja, do lado de lá do caminho que dali segue para o Lubar. Pouco tempo depois foi inaugurado o Cemitério da Agra, como o conhecemos hoje.

Lembro-me de haver um rapaz, filho do Tio Manel do Junqueiro que era, mais ou menos, da minha idade que se chamava Joaquim, será hoje, um venerável octogenário se ainda for vivo. Além desse filho só me lembro do João que era estudante no Seminário de Braga, se formou como padre e cantou missa, mas depois abandonou a batina para se casar com uma rapariga que, entretanto, conheceu. Melhor assim do que andar a fazer vergonhas (como alguns que eu conheço).

Por falar nisso, a minha madrinha ia aos arames sempre que eu lhe chamava João, pois ela "exigia" que fosse tratado por Sr. Padre João. Imagino o desgosto dela, quando ele se casou e começou a dormir com uma mulher na cama. Que escândalo, meu Deus!!!

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Casa do Couto!

 O David, filho do meu padrinho com quem eu mais convivi por sermos ambos estudantes de padres, na década de 50 do século passado, ele nos seculares de Braga e eu nos Jesuítas de Cernache, faleceu. Na última vez que tive o prazer de falar com ele, contou-me que tinha ficado com a casa dos seus pais, depois das partilhas. Pouco tempo durou, depois desta nossa última conversa, ao balcão do Café do Padrão, em Macieira, onde nos encontrámos por mero acaso.

Agora que ele partiu para fazer as contas com S. Pedro, a casa deve ter ficado para o seu filho Luis de Oliveira que é médico especialista em Oftalmologia e trabalha em Vila do Conde, ou para a sua filha. Sendo gente da cidade, pensei que poderiam passar a casa a patacos e investir o dinheiro noutra coisa qualquer e que lhe ficasse mais à mão, já que moram em Vila do Conde.

Na semana passada fui a Macieira, até almocei num restaurantezinho que existe ao lado da Bomba de Gasolina, não sei se ali é Outil ou Socarreira, e passei pela casa que era do meu padrinho e reparei que há lá obras de modernização. Seja quem for o dono, mandou cortar o bico da horta e abrir um portão com largura para entrar um carro, no entroncamento da estrada de Barcelos com a Rua de Talho. Pode ser que assim aquela casa, onde fui muito feliz, volte a ganhar vida como tinha nos tempos da Tia Beatriz, a quem eu chamava madrinha e, de vez em quando, me adoçava a boca.

Além de outras memórias, essa casa foi onde o meu pai trabalhou até ir para a tropa, depois de sair da Casa do Loureiro de Gueral. E ali deve ter conhecido a minha mãe que, nessa altura, morava no Lugar de Talho, em casa da Tia Luísa, uma velhota solteira que morava nuns anexos da Casa do Torres, nas costas da casa dos Ferreiras, pais da D. Clementina, professora das meninas de Macieira.

O meu padrinho tinha a mania da caça. Além de comer e beber era do que mais gostava. Um dia montou uma ratoeira para apanhar um texugo que lhe andava a estragar o milho num campo que tinham junto ao rio de Cabanelas. E conseguiu apanhá-lo e depois trouxe-o vivo para casa e prendeu-o ao cadeado, onde costumava estar o cão de guarda à porta de casa. Nesse dia, movido pela curiosidade, fui beijar a mão ao meu padrinho e a Tia Beatriz convidou-me para almoçar com eles. Foi um dia em grande que nunca mais esqueci.

Hoje, tantos anos depois destes acontecimentos (pelo menos 70 anos) estava aqui a pensar em Macieira e nas poucas memórias que guardo dessa freguesia, onde nasci, e achei boa ideia deixar aqui registado aquilo que me ia passando pela cabeça. Talvez alguém interessado nestas leituras (da net) ao pesquisar pela palavra "Macieira" ou então "Couto" venha aqui parar e fique a saber que há alguém que testemunhou a vida dos moradores daquela casa que anda agora em obras de que o David fazia parte e, suponho eu, foi o último a morrer.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Ferreira de Lemos!

 


Saí de Macieira muito cedo, não admira que não me lembre de muita gente que viveu na primeira metade do Século X X, até porque era muito novo para fixar o nome de pessoas que na sua maioria eram conhecidas pelos seus nomes próprios ou alcunhas.

No entanto, no lugar da Igreja, ou Outeirinho, como viria a chamar-se depois, moravam tão poucas famílias que alguma lembrança me deveria ter ficado na memória. Mas não ficou e não vale a pena espremer os miolos, pois daí nada sairá. O melhor será perguntar a alguém que nunca tenha saído de Macieira e pode ser que encontre a resposta.

No ano de 1897, casaram Serafim Ferreira de Lemos e Ana Maria da Silva. Ele filho de António Ferreira Jr. e Ana Ferreira de Lemos e ela filha de Luís José da Silva e Ana da Silva, ficando a morar no lugar da Igreja.

Deste casal nasceram 5 filhos, sendo o mais velho o António, nascido em 1898. Depois nasceu o João, em 1900, a Ana, em 1902, o Joaquim, em 1903 e a Matilde, em 1904.

Procurei os poucos registos existentes, no século XX e apenas encontrei a notícia da morte de um dos filhos, quando tinha 2 ou 3 anos de idade. Dos outros 4, dois estão sepultados no cemitério da Agra, a Ana e o João (creio não estar enganado quanto ao serem irmãos). Pelo aspecto da campa que parece abandonada, não deve restar, em Macieira, qualquer descendente desta família. Acredito que a Junta de Freguesia deve saber a quem pertence a campa, terei que ir lá perguntar-lhes.

Tudo isto se resume ao facto de a minha bisavó Eusébia, bisneta do avô Jerónimo Ferreira, ter sido sepultada, no ano de 1939, naquela zona do cemitério e eu ter andado a tentar descobrir em qual campa. A Junta de Freguesia, nessa data, ainda não registava o lugar de sepultura de cada falecido, pelo que me vai ser muito difícil chegar a uma conclusão. Mesmo assim, há quem me garanta lembrar-se de ser uma das 3 últimas campas, das 3 filas do lado direito, ou seja uma de nove.

Mesmo que eu descubra a quem pertence a campa dos irmãos Ferreira de Lemos, não acredito que eles se lembrem de quem seria o inquilino anterior daquele espaço fúnebre. E estou a deixar isto, aqui registado, apenas para me servir de referência, no futuro.

sábado, 27 de abril de 2024

Os Araújos ou Velhos!



Possivelmente o nobre Dom Rodrigo Anes de Araújo, senhor do Castelo de Araújo, na Galiza, foi o primeiro a utilizar o apelido de Araújo; e seu bisneto Pedro Anes de Araújo se passou para o Reino de Portugal, em torno de 1375, tendo sido o primeiro Araújo a se fixar em Portugal.

O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, dedicou aos "Araújos", esta quintilha:

Através de Bitorinho
tem sepulcros já gastados
Araújos afamados
na terra que rega o Minho,
antigos, abalisados.

Manuel de Sousa da Silva escreveu a seguinte:

Lá de Lobios de Galliza
Vieram para Lindoso
Os de gremio valoroso
de Araújo por guiza
Que foi cá mui poderoso...
---------------------------------------------------------

Os textos acima foram copiados da Wikipédia, fonte muito acreditada de tudo aquilo que circula na net.

E fiz isso porque hoje decidi escrever mais algumas linhas sobre os Araújos que foram uma das famílias mais antigas do Lugar do Outeiro, das quais eu descendo também.

Quando eu vim a este mundo, existiam, em Macieira, vários irmãos que usavam o apelido de Araújo e a alcunha de "Velho". Eram filhos de Manoel António de Araújo e Margarida Ferreira do Padrão, tal como se pode ver na imagem abaixo, retirada dos meus apontamentos pessoais.

Onde eles foram buscar a alcunha de Velho não faço a menor ideia. Já pesquisei muito, já perguntei a vários dos seus descendentes, mas ninguém parece saber mais do que eu. Vamos, portanto, estabelecer que o primeiro Velho conhecido era o pai do Tio António do Velho, meu vizinho, e da Maria do Velho, casada que foi com o Tio David (dito do Jerónimo) de Sousa, de seu nome Manoel António de Araújo.

A maioria dos irmãos morava no Lugar do Outeiro, pelo que convivi, durante os 16 anos que vivi nessa freguesia, com eles e, em especial, com os seus filhos, muito de perto. Eu próprio entrei para a família Araújo, por ser o meu pentavô Jerónimo filho de uma senhora da família Araújo, do Outeiro, como se pode comprovar pela leitura do documento abaixo publicado.


E mais não digo, pois se esgotou aquilo que trazia na memória para aqui registar e ser lido por alguém que por aqui passe e se interesse por estas coisas do nosso passado.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

S. Pedro de Rates!

Por achar interessante e pelas ligações que tem a Macieira, decidi copiar para aqui isto que encontrei na internet. 

São Pedro de Rates (– São Pedro de Rates, 60 d.C.) é um santo que foi o primeiro bispo de Braga entre os anos 45 e 60, ordenado pelo apóstolo Santiago, vindo da Terra Santa, e que foi martirizado quando convertia ao cristianismo povos aderentes à religião romana no norte de Portugal.[1]

Ordenação

Segundo a tradição cristã Santiago, um dos apóstolos de Cristo, teria visitado o noroeste da Península Ibérica em 44 d.C. Durante a sua visita a Braga, o apóstolo ordenou São Pedro de Rates como bispo, tornando-se este último o primeiro bispo de Braga a partir de 45 d.C.

Martírio

Segundo a tradição cristã São Pedro de Rates morreu na tentativa de conversão de crentes da religião romana à fé cristã. Conta-se também que terá salvo de doença mortal uma jovem princesa pagã e esta ter-se-ia convertido ao cristianismo, fazendo votos de castidade. O pai, furioso, mandou matar o bispo, que se refugiou em Rates, onde foi assassinado. O martírio foi consumado com o santo a ser decapitado.

O achamento do corpo por São Félix

Túmulo de São Pedro de Rates na Sé de Braga

Séculos mais tarde, São Félix (o eremita), pescador da Vila de Mendo, na freguesia da Estela, também na Póvoa de Varzim, ter-se-á retirado para o maior monte da Serra de Rates.

São Félix teria observado uma luz na escuridão todas as noites a partir do monte. Um dia, curioso, tentou saber os motivos e descobriu o corpo de São Pedro de Rates.

O corpo teria dado origem à Igreja de São Pedro de Rates e esteve lá sepultado até 1552; nesse ano o corpo foi transferido para um túmulo na Sé de Braga.

terça-feira, 12 de março de 2024

Ainda as obras de Barcelos e seus acessos!

 

Imagem do Google Earth

Na imagem acima, podem ver a área que será afectada pelas obras que vão ligar a saída da ponte nova (Barcelos Este - Rio Covo) a uma nova rotunda que dará acesso às estradas de Famalicão (EN 204) e de Braga (EN 103).


Quando as obras ficarem concluídas, no segundo semestre de 2025, será facílimo sair de Barcelos e rumar aos destinos do lado leste do concelho.


Também na zona de Barcelinhos haverá obras, mas ainda não descobri, exactamente, o que será feito nem em que zona. Talvez os novos acessos, já construídos, na zona sul da freguesia, venham a ser ligados à nova variante de Rio Covo.

Traçado da variante Barcelinhos-Rio Covo

terça-feira, 5 de março de 2024

Barcelos, confusão no trânsito!

Arrancou ontem a obra do fecho da Circular Urbana de Barcelos, destinada a melhorar a mobilidade na entrada e saída de Barcelos. A empreitada que, agora, arrancou engloba a “Construção do lanço de ligação entre a Estrada Municipal 556 (Nó de Barcelinhos/Rio Covo St. ª Eugénia) e a EN103 (Nó de Gamil/Rio Covo St. ª Eugénia), incluindo o prolongamento da Rua do Pinheiro, com interseção no Complexo Rodoviário de Barcelos, em Rio Covo St. ª Eugénia”.
A obra, que tem um prazo de execução de 18 meses, vai concluir 3.350 metros de via, que fecha o anel do complexo rodoviário de Barcelos, através da interseção com a Estrada Nacional 103, feita com a construção de uma rotunda desnivelada e de um viaduto com 60 metros de extensão. Vai custar 8.745 mil euros.
O presidente da Câmara, Mário Constantino, mostrou-se satisfeito por estar a “cumprir mais um compromisso eleitoral” e diz que “esta é uma obra decisiva para o concelho de Barcelos”.
Considero mesmo que é a obra mais importante do nosso mandato, porque vai permitir desbloquear, em termos de trânsito, uma situação que é cada vez mais aflitiva e conflituante, e que perdura há mais de 20 anos. Recordo-me que, quando se iniciou a variante, Barcelos era dado como exemplo em termos de mobilidade. Depois, ficamos 20 anos à espera de concluir cerca de 3 km de estrada. Agora, finalmente estamos a cumprir um dos nossos desígnios, numa obra que, em termos de investimento público em rede viária, é a maior de sempre do orçamento camarário”, frisou.

A notícia acima foi publicada num jornal de Barcelos, dos últimos dias, por isso há que esperar grandes constrangimentos nas zonas mencionadas, no texto, nomeadamente, na saída da ponte nova, do lado de Santa Eugénia-Rio Covo. Grande parte da obra será entre esse ponto e o cruzamento de Gamil, onde a estrada de Barcelos-Famalicão entronca com a que vem de Braga.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Entrar, ler e comentar!

Eu sei e aceito que o Facebook é muito mais famoso e aceite pela juventude que o Blogger. Abrir uma conta no Blogger e fazer publicações exige que se saiba escrever sem erros e com alguma imaginação. Claro que é muito mais fácil publicar umas fotos e escrever apenas, "as minhas férias em Benidorm".

Pois eu sou da velha guarda, comecei a minha vida como utilizador do Blogger, antes de o Facebook se ter tornado a rede social da moda. Já fiz milhares de publicações, algumas com texto de 4 ou 5 páginas e tive milhares de comentários nos vários blogs que continuo a alimentar todos os dias. Para mim, parar de escrever é o mesmo que morrer.

A grande excepção a esta minha visibilidade mediática são os dois blogs que criei para os meus conterrâneos de Macieira, nomeadamente, Povo da Minha Terra e Combatentes de Macieira, onde poucos entram e nenhum comente!

Hoje venho aqui colocar uma questão que precisaria de uma resposta, vinda das pessoas mais velhas da freguesia. Eu sei que essas pessoas não navegam na internet nem fazem a menor ideia do que isso seja, mas têm filhos e netos que podem fazer~lhes a pergunta e trazer-me, aqui, a resposta. Em tempos, no Outeiro, morou um senhor de nome Jerónimo Ferreira que era casado com uma moça da família Araújo, digamos, do Velho. Eu lembro-me de uma casa, perto da casa do Salvador, que dizíamos ser da Tia Albina Ferreira. E sei que a casa que fica por cima da Fonte do Outeiro, é do Sr. Manuel Ferreira.

Uma dessas duas casas deve ser a antiga morada do Sr. Jerónimo Ferreira. E a pergunta é: - Qual delas?

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Cemitérios, enterros!


Costume estranho esse de enterrar as pessoas dentro das igrejas. Só se entende isso à luz da vida nos séculos XVI e XVII, pois logo que a população começou a aumentar, já não havia hipótese de ficarem todos dentro da igreja e aí começou a segregação. Os mais ricos ficavam dentro da igreja e os mais pobres passaram para o adro.

Era o tempo da primeira igreja, que se conheça, pois sempre ouvi dizer que, antes disso houve uma outra no Monte do Adro, igreja que ficava onde hoje está a casa do Tio Manel do Junqueiro ou dos seus descendentes. Anos mais tarde, já nem o adro da igreja era suficiente e foi necessário escolher um cemitério público que ficava do lado sul dessa igreja, à margem do caminho que seguia para o Luvar, do lado direito.


E já no século XIX, depois da construção da nova igreja, no lugar do Outeirinho, foi expropriado a um lavrador da freguesia o Campo da Agra e inaugurado o cemitério que hoje conhecemos. Como curiosidade, o primeiro enterro nesse cemitério foi, exactamente, o do antigo dono do terreno que assim manteve uma espécie de titularidade sobre o seu terreno, mesmo que imaterial.


Vou fazer umas pesquisas e tentar saber as datas exactas destas mudanças e se o conseguir, voltarei aqui para fazer uma adenda a esta publicação.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

O relógio dá horas!

 Hoje, entrei aqui apenas para inserir um relógio na coluna da direita, de modo a que possam ver as horas sem olhar para outro lado!

sábado, 3 de fevereiro de 2024

As primas afastadas!

Assento de casamento de
Joaquim Alvares de Sousa
o primeiro Sousa da família e nosso avô comum 

Encontrei duas primas, bastante afastadas, diga-se, mas que são o elo familiar que me liga a Macieira, nesta altura. A primeira é a Júlia Sousa, filha do Manel do Velho, figura bem conhecida na nossa freguesia, e minha prima por parte da avó que era descendentes dos Araújo, portanto, do Velho. Nós viemos todos daí, somos uma grande família. Fui a casa dela, há tempos, já nem recordo porquê.

A segunda prima que encontrei no Facebook é a Conceição Ferreira. Ferreira por parte do pai que é de Courel, mas veio a Macieira procurar noiva e encontrou-a na Casa do Velho. Assim, ela e a Júlia são primas mais próximas. Comigo são primas um tanto mais afastadas, pois teríamos que recuar até ao tempo da minha bisavó Eusébia de Sousa para encontrar o elo que nos une.

Mas, hoje, não há ninguém que passe cartão a essas minudências, matéria que dê para publicar no FB vale ouro, o resto é para esquecer. A gente nova esquece-se que se não souberem de onde de onde vieram, não terão nada para contar aos seus netos. E o Google sabe muita coisa, mas não sabe tudo. Tentem perguntar-lhe o seguinte: como se chamava o meu avô? nasceu onde e quando?

E talvez eu esteja muito enganado e dentro de uma geração o Google consiga debitar a tua ascendência até à décima geração, apenas fixando a pupila de um dos teus olhos. Pode ser, quem sabe!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Macieirenses no Facebook!

 


O actual presidente da Junta, assim como o seu antecessor, foram os primeiros utilizadores do FB com quem contactei. Depois deles, a Maria Teresa, da família Rola, a Júlia Sousa e a Conceição Ferreira. A Prazeres Rissa Também, mas essa é mais emigrante que mais nada.

Por falar em emigrantes, descobri que os muitos que se espalham pela Europa (Inglaterra, França e Suíça), pelo Canadá e outras partes do mundo, usam o FB para se manterem em contacto com a família que deixaram para trás. As video-chamadas são, actualmente, o melhor meio de comunicação que há ao dispor de quem anda por longe.

Dos blogs, este e outros, ninguém quer saber, só eu que estou velho demais para mudar de hábitos|

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O Facebook é que está a dar!

 Ao passar os olho pelo Facebook, li a notícia fúnebre, publicada em 26 de Dezembro, que dá parte de ter falecido no Canadá o Sr. José Correia da Silva, com 72 anos de idade.

Pela idade, ele devia fazer parte da Lista de Combatentes. Fui lá espreitar e não encontrei nada!

Contactei a Casa do Povo perguntando se eles poderiam conferir a lista, de modo a sabermos quem continua vivo.

Visita do Presidente Américo Tomás, a Moçambique,
no ano de 1963


quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Balanço do ano de 2023!

 

Boas Festas
Um próspero ano novo !!!

Já desisti de ver aparecer por aqui alguém de Macieira que se interesse por blogs, este ou qualquer outro, pois há mil e um e com os assuntos mais diversos. Eu próprio já quase não passo por aqui, durante todo o ano, mas hoje lembrei-me de vir espreitar as estatísticas deste velho ano de 2023.

Publicações, apenas uma, no passado mês de Novembro, para recordar uma figura com algum significado para mim. Na casa do meu padrinho de baptismo, no lugar de Travassos, morou a Maria do Mariz que, pelo casamento, trouxe o nome de Gueral para Macieira.

Últimos visitantes por país de origem

Outros números em que eu pouco acredito

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

O Manel do Mariz!

 Há muito tempo que não passava por aqui, os Macieirenses deram-me uma tampa e fizeram-me desanimar deste projecto, cerca de 2 anos e 2 meses, e nos entretantos a Google fechou-me a conta que suportava este blog. Mas como estamos a entrar na época natalícia, em que se prega a «paz na Terra aos homens de boa vontade», resolvi abrir uma excepção e escrever algo para quebrar o marasmo.

Tenho a impressão de que vive, hoje, em Macieira, um indivíduo do sexo masculino que dá pelo nome de Manel do Mariz. Na prática devia dizer-se Manel de Mariz que é o nome de uma freguesia do concelho de Barcelos. Em Cristelo apareceu o nome de Mariz sem que se conheça a sua origem, mas eu diria que foi importado através de uma casamento em que os noivos eram de Cristelo e Mariz e os seus filhos foram registados com o apelido de Mariz.

Se não foi assim que me perdoem aqueles que duvidam da minha arte de encontrar uma explicação para tudo. Nos velhos tempos, séculos XVI e XVII, as pessoas, na sua maior parte, não tinham ainda ganhado o direito a um apelido. Davam-lhe um nome cristão, no baptismo, e para o separar dos demais acrescentavam-lhe o nome do pai( Ex: Francisco José). Em Macieira havia um Francisco José do Padrão que era uma junção do nome do filho, do pai e do lugar onde moravam. Nos séculos seguintes, aos poucos, toda a gente ganhou o direito a um apelido e as coisas começaram a ficar mais claras e fáceis de entender.

E o nome de Mariz, nome da aldeia a oeste de Barcelos, passou a ser um apelido tão comum como o Silva, o Costa ou o Gonçalves, este o mais antigo que encontrei em Macieira. Muitos Mariz houve em Cristelo, daí vieram para Gueral e depois para Macieira.