quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Apelidos de Macieira . Século XVII

Ano Lugar Apelido Nome completo
1635 Penedo Fernandes Manoel Fernandes
1635 Rio Gonçalves António Gonçalves
1635 Picoto Gonçalves Francisco Gonçalves
1635 Penedo João Francisco João
1635 Rio Lopes Custódio Lopes
1635 Modeste Martins Domingos Martins
1635 Travassos Pires Manoel Pires
1635 Formigal Rodrigues Domingos Rodrigues
1636 Paço Gonçalves João Gonçalves
1636 Penedo Gonçalves Manoel Gonçalves
1636 Rio Lopes Agostinho Lopes
1636 Penedo Pires Domingos Pires (o novo)
1637 Rio Gonçalves Francisco Gonçalves
1637 Penedo João Sebastião João
1637 Rio Martins Pedro Martins
1637 Penedo Pires Pedro Pires
1638 Outeiro Araújo Pedro de Araújo
1638 Penedo Domingues António Domingues
1638 Igreja Francisco Manoel Francisco
1638 Outeiro Martins Gaspar Martins
1638 Rio Pires Domingos Pires
1639 Rio Domingues Manoel Domingues
1639 Luvar Gomes António Gomes
1640 Rio Gonçalves Francisco Gonçalves
1640 Modeste João Francisco João
1641 Igreja Francisco António Francisco
1641 Penedo Gonçalves João Gonçalves
1641 Travassos Gonçalves João Gonçalves
1641 Modeste João Domingos João
1641 Outeiro João Domingos João
1641 Penedo João Pedro João
1641 Modeste Martins António Martins
1642 Paço Francisco Adrião Francisco
1642 Luvar Gomes Francisco Gomes
1642 Travassos Gonçalves António Gonçalves
1642 Rio Gonçalves Francisco Gonçalves
1643 Picoto Araújo Pedro de Araújo
1644 Rio Lopes João Lopes
1644 Outeiro Manoel André Manoel
1645 Luvar Domingues António Domingues
1645 Penedo Fernandes João Fernandes
1645 Paço Francisco Pedro Francisco
1646 Travassos Gonçalves Ántónio Gonçalves
1646 Rio Manoel António Manoel
1649 Picoto Francisco Manoel Francisco
1649 Penedo Gonçalves Ántónio Gonçalves
1650 Luvar Francisco João Francisco
1651 Penedo António Manoel António
1651 Travassos Francisco Domingos Francisco
1651 Rio Martins João Martins
1652 Rio Domingues Custódio Domingues
1653 Travassos Fernandes Gaspar Fernandes
1653 Outeiro Gomes Ambrózio Gomes
1654 Paço Francisco Domingos Francisco
1655 Modeste Francisco Manoel Francisco
1655 Cerqueiral Lopes Domingos Lopes
1656 Outeiro André Manoel André
1656 Luvar Domingues Christóvão Domingues
1656 Rio Gonçalves Amaro Gonçalves
1656 Penedo João António João
1657 Modeste António Domingos António
1657 Rio Gonçalves João Gonçalves
1658 Picoto Francisco João Francisco
1658 Picoto João Manoel João
1659 Aldeia Francisco António Francisco
1660 Outeiro Francisco Manoel Francisco
1660 Luvar Gomes Manoel Gomes
1661 Penedo Francisco Manoel Francisco
1662 Penedo António José António
1662 Rio Domingues António Domingues
1662 Formigal Francisco António Francisco
1662 Travassos Lopes Domingos Lopes
1662 Igreja Lopes Manoel Lopes
1662 Rio Manoel Thomé Manoel
1663 Luvar Domingues João Domingues
1663 Outeiro Gonçalves Thomé Gonçalves
1664 Paço Francisco João Francisco
1665 Aldeia Domingues Christóvão Domingues
1665 Igreja Francisco Manoel Francisco (o novo)
1665 Igreja Gonçalves João Gonçalves
1665 Travassos Manoel Francisco Manoel
1665 Modeste Martins António Martins
1666 Paço Fernandes Manoel Fernandes
1666 Luvar Francisco João Francisco (o novo)
1666 Rio Gonçalves António Gonçalves
1666 Outeiro Lopes João Lopes
1667 Penedo Pires Manoel Pires
1668 Penedo Francisco Pedro Francisco
1668 Outeiro Martins Domingos Martins
1669 Travassos André Manoel André
1669 Penedo Costa Domingos da Costa
1669 Rio Francisco Manoel Francisco
1669 Rio Lopes Pedro Lopes
1670 Outeiro João Domingos João
1671 Paço Francisco Amaro Francisco
1671 Paço Francisco José Francisco
1671 Formigal Gonçalves João Gonçalves
1671 Rio Jorge Domingos Jorge
1671 Cerqueiral Lopes Domingos Lopes
1673 Penedo António Domingos António
1673 Paço Francisco Manoel Francisco
1673 Picoto João Manoel João
1674 Travassos Francisco João Francisco (o novo)
1674 Travassos Gonçalves João Gonçalves
1674 Travassos Gonçalves Manoel Gonçalves
1674 Igreja Lopes Manoel Lopes
1675 Penedo Domingues António Domingues
1675 Picoto Gonçalves Domingos Gonçalves
1675 Luvar Lopes Lourenço Lopes
1676 Travassos Francisco João Francisco
1677 Penedo Gonçalves Domingos Gonçalves
1677 Igreja Lopes Simão Lopes
1678 Rio Domingues Marcos Domingues
1678 Talho Fernandes Manoel Fernandes
1679 Outeiro Gonçalves Manoel Gonçalves
1680 Rio Lopes Manoel Lopes
1680 Penedo Martins António Martins
1680 Rio Rodrigues Pedro Rodrigues
1680 Penedo Silva Bento da Silva
1681 Travassos Fernandes Manoel Fernandes
1681 Paço Ferreira João Ferreira
1681 Penedo Lopes Manoel Lopes
1682 Outeiro Martins Francisco Martins
1683 Travassos André Manoel André
1683 Travassos Domingues Manoel Domingues
1683 Luvar Gomes Manoel Gomes
1684 Rio Domingues Manoel Domingues
1684 Modeste Lopes Domingos Lopes
1685 Paço Fernandes Custódio Fernandes
1686 Luvar Ferreira Domingos Ferreira
1686 Modeste Gonçalves Marcos Gonçalves
1686 Rio Lopes António Lopes
1686 Modeste Lopes Manoel Lopes
1687 Modeste Domingues Manoel Domingues
1688 Modeste Domingues António Domingues
1688 Paço Fernandes Manoel Fernandes
1688 Picoto Gomes Marçal Gomes
1688 Penedo Gonçalves Manoel Gonçalves
1688 Rio Lopes António Lopes
1688 Luvar Lopes Brás Lopes
1690 Talho Francisco Manoel Francisco
1690 Formigal Gonçalves Custódio Gonçalves
1691 Picoto Alvares Domingos Alvares
1691 Penedo Gonçalves Domingos Gonçalves
1691 Luvar Lopes Domingos Lopes
1692 Modeste Fernandes Manoel Fernandes
1692 Rio Lopes Balthazar Lopes
1694 Modeste Francisco Manoel Francisco
1694 Formigal Gonçalves Domingos Gonçalves
1694 Formigal Pereira Nicolau Pereira
1695 Modeste André João André
1695 Igreja Lopes João Lopes
1695 Penedo Manoel João Manoel
1695 Luvar Pereira Manoel Pereira
1696 Igreja António Domingos António
1696 Rio Domingues António Domingues
1696 Rio Francisco Manoel Francisco
1696 Paço Gonçalves Thomás Gonçalves
1697 Luvar Francisco Manoel Francisco
1697 Outeiro Pereira Manoel Pereira
1698 Formigal Ferreira João Ferreira
1698 Cerqueiral Gonçalves Manoel Gonçalves
1699 Rio André Domingos André
1699 Rio Domingues Custódio Domingues
1699 Rio Domingues Valentim Domingues
1699 Outeiro Gomes Manoel Gomes
1699 Outeiro Gonçalves Manoel Gonçalves
1700 Outeiro Araújo António de Araújo
1700 Penedo Domingues Manoel Domingues

sábado, 31 de agosto de 2019

Quem é vivo sempre aparece!

Passei por aqui e parece mal sair sem dizer alguma coisa que fique para o futuro.
Passei mais de 6 meses a trabalhar como um desalmado para copiar os dados de todos os nascidos e casados em Macieira, desde o Século XVII até ao Século XX, e parece-me uma enorme perda de tempo se ninguém se aproveitar desse trabalho. Pensei em entregá-los ao presidente da junta de freguesia e deixar o resto ao seu critério. Mas se eu não estiver convencido que ele lhe vai dar algum uso ... perco a vontade.
Estou numa encruzilhada, não sei o que fazer!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Notícias de Angola!


Recebi, ontem, um telefonema do último dos FARINHEIROS que é ainda vivente, o Benjamim. Entre outras coisas para me comunicar que o irmão mais velho, o Serafim, que foi meu colega de escola, na 4ª Classe da Instrução Primária, faleceu vítima de cancro da próstata. Há quase um ano que isso aconteceu, mas não tinha tido ainda oportunidade de mo comunicar. O Serafim morava sozinho, nunca se casou nem teve filhos que eu saiba, na cidade do Lobito, onde ficou a viver depois da independência de Angola.
Eu tinha conhecimento que havia uma outra descendente da Tia Carma Farinheira, a Conceição, já nascida em Angola e única representante do ramo feminino da família. Perguntei ao Benjamim por ela. Que essa já tinha morrido há mais tempo, foi a sua resposta. A maneira como o disse deu-me a entender que não estava interessado em desenvolver o tema, de modo que me fiquei por aí e não perguntei mais nada.
Uma história de emigração que começou em 1955, quando o Tio David Vitorino pegou na sua mãe, na sua mulher e nos quatro rapazes, com idades entre os 6 e os 12 anos, que constituíam a sua família e embarcou para aquela Província Ultramarina em busca de uma vida melhor. Com excepção do Benjamim que regressou a Portugal, depois da independência, todos lá ficaram, já morreram e deles não reza a História.
O Benjamim vive, actualmente, em Vila Real e talvez aconteça, mais tarde ou mais cedo, voltarmos à fala. Nessa altura farei todas as perguntas que me tirem todas as dúvidas e voltarei aqui para complementar a notícia.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel António !


E assim chegamos à última geração da Família do Velho, tomando em consideração aqueles que já partiram deste mundo, pois dos que são ainda vivos não se pode escrever a história.
Dos 7 filhos nascidos deste casamento, 5 casaram, viveram e morreram em Macieira. As datas respectivas podem ser vistas no esquema acima. Dos outros 2, Rita e Domingos, não encontrei qualquer rasto, nem casamento, nem óbito, nem coisa nenhuma. Por essa razão deixo aqui um pedido aos familiares vivos, para que deixem aqui um comentário elucidativo. Pelo menos para eu deixar de pensar que algum registo me pode ter passado despercebido.
E se alguém tiver alguma dúvida pode perguntar que eu respondo!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Velho - Geração João António !




Tal como nas publicações anteriores, as imagens mostram o Assento de Casamento do João António com a Maria Joaquina, os filhos que tiveram, de onde sobressai o Manuel que dará continuidade à família e as origens da Margarida com quem que casará.
Mais claro não poderia ser, não é verdade?

domingo, 8 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel António !




Mais uma geração de Velhos que nasceram novinhos em folha. Sem cabelo, sem dentes e, com certeza, chorões como todos os bebés. Mas cresceram, casaram e tiveram filhos, tal como Deus Nosso Senhor mandou, para povoar este mundo, em geral, e Macieira de Rates, em particular.
Na próxima geração teremos o João António de Araújo, o qual casará com a Maria Joaquina e dará continuidade a esta saga.

sábado, 7 de abril de 2018

Velho - Geração António Francisco !


O António Francisco Casou-se em Grimancelos e, infelizmente, não há registos dessa freguesia, desde o início do Século XVIII até meados do Século XIX, portanto não é possível apresentar aqui o assento de casamento e estabelecer as origens desta Maria de Araújo. Mas que há muitos Araújos em Grimancelos eu já sabia. Para o que nos interessa, ele era de Macieira e trouxe a mulher para viver com ele, no lugar do Outeiro.


E deste casamento nasceram 10 filhos, tendo sido o mais novo, Manoel António, que deu continuidade à família, casando com a Maria que aparece no esquema acima.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Velho - Geração Manuel Francisco !




Em 1744, o nosso Manuel Francisco, do Outeiro, foi ao Siqueiral (Lugar do Cerqueiral) desinquietar a filha de Domingos André e lá se casaram e deram continuação à família dos Velhos. O seu filho António será o continuador e titular da minha próxima publicação.
Como é possível ver na imagem do meio, a próxima mulher da família virá de Grimancelos e é filha de pai e mãe com o apelido Araújo. Adivinha-se que daqui em diante serão todos Araújos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Velho - Geração João Thomé !




Parece-me que as imagens acima dispensam qualquer explicação. Em 10 de Setembro de 1713, o João Thomé casou com Maria de Araújo e tiveram 6 filhos, dos quais será o Manuel a continuar esta história de família.
Na imagem do meio e do lado direito, pode ver-se a origem de Rozália Francisca que virá a ser mulher de Manuel.
Escrevi na minha publicação anterior que a família de Thomé Gonçalves era influente no Outeiro. Para provar a minha teoria vejam quem serviu de testemunha no casamento do seu filho João. De referir ainda que na mesma cerimónia casou também Anna Francisca, irmã do noivo, com António Martins, filho de Domingas de Araújo e irmão da noiva. Cunhados duas vezes e as fortunas do Outeiro a juntarem-se pela união familiar.

Velho - Geração Thomé !

A família de Thomé Gonçalves era predominante no lugar do Outeiro, nos finais do Século XVII e do seu casamento com Maria Francisca nasceram vários filhos, como se pode ver na lista abaixo, dos quais o João viria a dar continuidade à Família do Velho.



O João, seguindo um certo costume da época, adicionou ao seu nome o nome próprio do pai, usando-o como apelido. Na próxima publicação verão, portanto, aparecer o João Thomé como pai da geração seguinte desta família.

domingo, 1 de abril de 2018

Velho - Antepassados !

Como já tive oportunidade de mencionar, mais que uma vez, o Sr. Pedro de Araújo está na génese da minha família (Da Eusébia, de quem sou bisneto) assim como da Família do Velho. Para ajudar a perceber a história seguem, abaixo, dois assentos de casamento de duas filhas de Pedro de Araújo, das quais descendem estes dois ramos da família.



 A Anna casou com João Lopes e teve estes filhos todos que podem ver na lista acima e do seu filho António descende a «Família da Eusébia», a minha.



A Domingas casou com o Francisco Martins, de Gondifelos, e teve os filhos que constam da lista acima, de entre os quais foi a Maria quem deu origem à «Família do Velho». A imagem abaixo, retirada dos meus documentos em Excel, ilustra a evolução das primeiras gerações, tal como explicado acima.


Para boa visualização das imagens, deve clicar sobre elas de modo a ampliá-las.

sábado, 31 de março de 2018

Família do Velho - Ramo masculino !

Na minha publicação anterior mostrei-vos a primeira geração dos Araújos que deram origem ao ramo feminino desta família. Infelizmente, não consegui encontrar a sequência das gerações e fui obrigado a abandonar as pesquisas. Decidi então virar-me para o ramo masculino da família e tive mais sorte.


O documento mais antigo que consegui encontrar foi o assento de casamento de Thome Gonçalves com Maria Francisca. Nele se lê que o Thome era filho de Domingos Pires e sua mulher Izabel Gonçalves, já defuntos, da aldea da Igreja, e que Maria Francisca era filha de Domingos João e sua mulher Maria Francisca, da aldea do Outeiro.
Mais que isso não foi possível descobrir, uma vez que não há documentos anteriores a esta data. Ficamos a saber, portanto, que existiu no lugar do Outeiro, no início do Século XVII, uma família que deu origem ao ramo masculino da «Família do Velho». Mas isso só ficará provado quando chegarmos aos seus descendentes do Século XX que usaram e os seus descendentes usam ainda essa alcunha.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Família do Velho !


Quando eu nasci, ainda durante a II Grande Guerra, o lugar do Outeiro era quase todo ocupado pela «Família do Velho». Na altura, eu era pequeno demais para dar atenção a essas coisas, mas sabia que a família do Tio António e do Tio Salvador eram relacionadas. Ao ouvir chamar ao Tio David da mesma maneira, desconfiava que haveria alguma ligação, mas nunca soube tal.
Nos últimos dias, deu-me para andar à procura de pistas sobre a alcunha «Do Velho» e para isso fui pesquisar os antepassados do Tio António, vizinho da casa onde nasci. A minha primeira surpresa foi descobrir que os dois homens, mencionados acima, são afinal irmãos, nem mais nem menos. E mais ainda que a mulher do Tio David era irmã deles. Percebi então porque lhe chamavam David do Velho e ao seu filho Manuel - taxista de Macieira - Manel do Velho. E de surpresa em surpresa, descobri que a Tia Maria Leitoa era também parte da família, casada com o Tio Zé do Velho.
Ou seja, no lugar do Outeiro era quase tudo do Velho. O Tio Manel da Emília, Tio Joaquim do Matos, o Tio António do Couto e a Tia Albina Ferreira eram as excepções. Sem contar com a casa do Cantoneiro, onde não morava ninguém quando eu nasci. E, claro, a Quinta do Margarido que não sei se ainda pertence ao Outeiro, Aldeia ou Talho.
Ia-me esquecendo que ainda havia a casa da Tia Rosa e Tia Amélia do Jerónimo, mas eram tão insignificantes e já na saída do lugar que quase não contavam. E o centro do lugar era, de facto, marcado pela família do Salvador, da Maria e do Zé do Velho, no pico do Outeiro.
Quanto à origem da alcunha «Velho» é que não descobri nada!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O «Avô Jerónimo»!

Havia, em Macieira, no lugar do Outeiro, três famílias que davam pelo nome de Jerónimo. Vou começar pelo «Tio David do Jerónimo» que era o mais conhecido, talvez por ter uma família maior, muitos filhos, um deles muito bem conhecido na freguesia, por causa do táxi que toda a vida conduziu. Depois havia a «Tia Rosa do Jerónimo», uma velhota solteirona que morava mesmo ao lado da casa onde nasci. E, finalmente, havia a «Tia Amélia do Jerónimo» que era casada com um irmão do Tio David e da Tia Rosa. Chamava-se António e no princípio da década de 30, do século passado, foi para o Brasil e por lá se perdeu. Nunca mais deu notícias e, há cerca de 10 anos atrás, correu um processo no Tribunal de Barcelos para ser declarada a sua morte.

Clicar na imagem para ampliar

Tinham-me dito que a minha bisavó Eusébia, nascida e falecida em Macieira, era prima direita destes «Jerónimos», portanto, eu assumi que também pertencia a essa famosa família, mas sem entender muito bem como. Comecei por supor que Jerónimo devia ser o pai das pessoas nomeadas acima, mas não era verdade, nem pai nem avô. Deu-me muito trabalho descobrir que o Sr. Jerónimo Ferreira, morador no lugar do Outeiro - fico a pensar que na casa onde, no meu tempo, morava o Tio David - era o trisavô paterno desta gente que foi minha contemporânea.
Três gerações depois, nasci eu. Será que também posso intitular-me «Manel do Jerónimo»?

sábado, 18 de novembro de 2017

Descendência da «Casa do Couto» !

Domingas Antónia, filha mais velha de João Francisco e Domingas Antónia, ficou na casa de seus pais, depois de casar e foi a matriarca de uma imensa prole.


Filhos teve apenas um, de seu nome Custódio, como se pode ver na imagem acima, mas a geração seguinte já foi maior e garantiu a continuidade do nome. O pai, Manuel Pereira, veio do Couto de S. Martinho (do Outeiro) e deixa supor que é essa a origem do apelido da «Casa do Couto», de Travassos.


Neste quadro vê-se a evolução da família até ao primeiro quartel do Século XX. Manuel dos Santos Oliveira, meu digníssimo padrinho de baptismo, foi o dono e ocupante da casa até à sua morte, em meados do século passado. O seu casamento, com Beatriz Ferreira de Campos, bem como os seus filhos, não constam dos arquivos que são públicos, o que me impossibilita de preencher o último quadro.
Pedido - Se houver algum leitor que conheça os nomes e anos de nascimento de todos os filhos do meu padrinho, agradeço que os deixe aqui num comentário, ou os envie para o meu endereço de correio electrónico.

domingo, 5 de novembro de 2017

Preservar as tradições !

Parece que há alguém em Macieira com vontade de fazer reviver velhas tradições de modo a evitar que se percam para sempre. Será que a ideia tem pernas para andar? Vou ficar atento para ver o que acontece.
Uma das coisas que eu mais gostava de ver era alguém fazer reviver a cultura do linho, desde a sementeira até à tecelagem das famosas toalhas que tanto sucesso fazem nas feiras de artesanato. Antigamente, fazia-se isso em Macieira. Eu acompanhei algumas vezes o carro de bois que ia levar o linho ao rio para demolhar.
E vi ripar o linho. E também espadelar, fiar e tecer. E deve haver muita gente viva, em Macieira, que também viu e talvez até tenha participado nessas tarefas.
Vejam abaixo algumas imagens do ciclo do linho.